GOYA

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Descrição

Autor de livros consagrados sobre a história da Austrália, da cidade de Barcelona e sobre o movimento da arte moderna, o crítico de arte Robert Hughes volta agora seu olhar para uma das figuras mais fortes e enigmáticas dos anais da arte: Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828). Hughes narra a vida do pintor espanhol, entrelaçando-a com as diferentes fases de sua produção artística, contra o pano de fundo do contexto histórico em que viveu: a transição do século xviii para o xix. A Espanha ainda era um grande império colonial e resistia, com a ajuda da Inquisição, às idéias iluministas e libertárias vindas de outros países da Europa, sobretudo da França. A análise iluminadora de Hughes põe diante do leitor, em toda a sua formidável estatura, o homem e o artista, expondo as estratégias de Goya para manter a liberdade de criação numa época intensamente repressiva. A obra é analisada passo a passo, dos primeiros trabalhos comissionados pela Igreja, passando pela extensa produção do pintor oficial da Corte, até as obscuras e enigmáticas Pinturas negras, as últimas do artista isolado pela surdez.
Emerge um artista complexo: o funcionário público servil e dedicado à família real (que apesar disso teve de fugir para o exílio no fim da vida); o mestre dos retratos; o observador meticuloso de costumes, gestos e classes; o pintor satírico e indignado, crítico da guerra, da injustiça e da Inquisição; e o amargo cronista da loucura e da morte violenta. Biografia interpretativa e épico cultural, Goya articula as múltiplas facetas do pintor e seu contexto histórico, mostrando um artista de transição que soube assimilar as lições dos neoclássicos, dos românticos e dos retratistas ingleses e desenvolver um estilo próprio e surpreendente. Nas palavras de Hughes, "uma verdadeira figura de articulação, o último do que estava acontecendo e o primeiro do que estava por vir".