MEIO E A MESTICAGEM

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Descrição

Livro Ed. Estação das Letras O Meio é a Mestiçagem. Trata-se de mosaicos ou arabescos barrocos-mestiços em movimento, descentrados, inacabados e descontínuos, para os quais os sistemas lógicos-cognitivos da ciência moderna e seus corolários tecnológicos, baseados em unidades totalizantes e no crescimento contínuo, não fornecem conceitos compreensíveis.



Os treze trabalhos aqui alinhados podem ser divididos em duas seções intercomunicantes que expõem as tendências temáticas das duas linhas de pesquisa do Grupo Comunicação e Cultura: Barroco e Mestiçagem, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A primeira seção investiga processos (montagens, mosaicos, sintaxes barroco-mestiças), a partir, preferencialmente, do "interior" das mídias, sem jamais deixar de levar em conta o ambiente "externo" que as invade e as tece. Enfatiza, portanto, questões de tradução dentro de uma ou mais linguagens, levando em conta os procedimentos de construção fornecidos pelas nossas sociedades. Marlúcia Mendes da Rocha examina as relações entre ficção seriada e folhetim televisual; Gicelma Chacaroschi Torchi aprofunda a vinculação entre barroco e erotismo ao comparar a filmografia de Joel Pizzini e a poética de Manoel de Barros; Rodrigo Stéfani Correa afina as idas e vindas entre comunicação publicitária e ambiente mercadológico/empresarial; Denise Lourenço arrola os procedimentos construtivos mestiços e barroquizantes do chamado Fanzine; Sonia Maria Lanza aproxima, em ação e reação, melodrama, estrutura folhetinesca e notícia jornalística; Paulo Morgado Rodrigues trata das confluências entre poesia e crônica na América Latina. A segunda seção investiga objetos e/ou séries culturais dentro de entornos barroco-mestiços em que as chamadas mídias se entretecem. Experimenta, assim, os possíveis nexos e sintaxes entre séries e áreas mais amplas da cultura, buscando critérios tradutórios entre fronteiras. Mylene Goudet reavalia os procedimentos construtivos do barroco em meio aos fragmentos das cidades latino-americanas; Luís Fernando dos Reis Pereira revê as falências das dicotomias do alto e do baixo dentro das religiosidades mestiças; Déborah Pereira relê, no Brasil e na América Latina, as vinculações entre reencantamento religioso e/ou publicitário; Fernanda Henriques examina peculiaridades e intensidades nas interações entre cor, imagem, comunicação e cultura; Regiane Regina Ribeiro aprofunda os problemas das interfaces entre comunicação e escola, a partir do conceito de complexidade; Sílvia T. Liberatore faz um percurso pela série alimentar como mediação de textos comunicacionais; Vagner Rodrigues mostra as vinculações entre bairro e mestiçagem no jeito Samba Rock de dançar. Pretende-se, desse modo, que o conjunto dos textos reflita um dinamismo, em contração e expansão, entre o dentro e o fora, entre o micro e o macro, dos objetos da comunicação e da cultura. Trata-se de especificidades e intensidades barroco-mestiças que teorias gerais e unitárias não explicam.