O CALDEIRAO DO DIABO.

O CALDEIRAO DO DIABO.

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Descrição

Instituto Penal Cândido Mendes, Ilha Grande, RJ, Brasil. Berço do Comando Vermelho, palco da espetacular fuga do traficante Escadinha, em 1985, resgatado por um helicóptero em plena luz do dia.Também conhecido como "O Caldeirão do Diabo", o lendário presídio da Ilha Grande, desativado em 1994, é o assunto do livro homônimo do fotógrafo André Cypriano .
André vai muito além da fotografia. Seu livro não é apenas uma coleção de belas imagens, mas um verdadeiro documento, que salva do esquecimento a história de um lugar condenado ao abandono.Pelas fotografias, conhecemos um lugar triste, sombrio, solitário, úmido. Há pouca luz, tanto nas fotos quanto nos corredores sujos. Uma ilha de sombra encravada num paraíso tropical proibido, abrigo dos náufragos da sociedade.Pelas fotos, o trabalho já valeria a pena, mas André não pára aí. Mais da metade do livro é usada para relatar sua experiência durante os dez dias em que permaneceu no presídio.Ficamos sabendo, por exemplo, que, para fazer o seu trabalho, André teve de pedir autorização não só para a diretora do Departamento de Sistema Penal do Rio de Janeiro, como também para todos os líderes do Comando Vermelho dentro do presídio, que, no começo, estavam reticentes quanto às fotos, mas logo estavam posando para elas. O fotógrafo teve de dormir em um estrado de madeira, lutar contra os mosquitos, fazer as refeições com os presidiários e tomar groselha em uma lata de coca-cola cortada (para depois encontrar dois ratos mortos dentro da caixa d'água). Seus personagens não têm só um rosto, mas também ganham voz. São histórias que seriam implodidas e esquecidas junto aos muros da prisão. E a grata surpresa é chegar ao final e perceber que o texto é tão bom quanto as fotos.Em tempo: vale dizer que o livro, bilíngue, foi editado sem nenhum patrocínio, coisa muito rara, principalmente por se tratar de um volume de fotografia e, ainda por cima, de assunto polêmico. Ponto para a editora.André Cypriano mora e trabalha em Nova York, onde prepara a publicação de seu trabalho sobre a favela da Rocinha, realizado com o apoio da bolsa Mother Jones International Fund for Documentary Photography, que ganhou em junho de 1999.