O Pai Goriot Pocket

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Descrição

Com O pai Goriot, Balzac inaugura o procedimento que se tornou uma das marcas de A comédia humana: o retorno dos personagens nos romances seguintes, ora como protagonistas, ora como coadjuvantes. Esse é o caso, por exemplo, das filhas do pai Goriot, Delphine e Anastasie, que participam de variadas histórias.

Em O pai Goriot, o personagem-título é tratado com desdém pelos outros locatários da pensão da senhora Vauquer. Antigamente um senhor de posses que enriquecera durante a Revolução Francesa, Goriot cria as duas filhas sozinho depois da morte da mulher. Rodeadas de luxo, as irmãs casam e se tornam, respectivamente, condessa de Restaud e baronesa de Nucingen. Goriot, agora velho e falido, é apenas uma lembrança ruim da origem das moças, que, para evitar os mexericos parisienses, escondem o pai.

Mas, na pensão, dois moradores se diferenciam desse ambiente repleto de pessoas sem futuro. São eles o cínico Vautrin e Eugène de Rastignac, estudante de Direito que acaba se aproximando do pai Goriot. Rastignac é um jovem ambicioso, que, assim como as filhas de Goriot, também quer usufruir do “ouro e do prazer”que Paris oferece a um grupo de privilegiados, e para isso conta com a ajuda do misterioso Vautrin. Essa busca insaciável de Eugène por um lugar de destaque na sociedade francesa expõe, de forma mais ampla, as variadas facetas da condição humana quando essa sucumbe aos domínios do poder. O pai Goriot é mais um belo retrato de Balzac sobre a França do século XIX.