Quatro Negros Pocket

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Descrição

Professor e crítico de literatura conhecido em todo o Brasil, autor de diversos livros de crítica literária e sobre linguagem, Luís Augusto Fischer já havia publicado dois livros de contos, O edifício ao lado da sombra (Artes e Ofícios, 1996) e Rua desconhecida (Artes e Ofícios, 2002). Mas é com Quatro negros que ele faz sua (audaciosa) estréia no campo da narrativa longa, incursão que lhe rendeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes de melhor novela de 2005.

Trata-se de um texto que tem muito de narrativa oral, cujo fio condutor é o próprio narrador-personagem, um escritor já um tanto bem-sucedido e desencantado com o mundo dos livros e da intelectualidade. Até que ele se convence a contar a história de Janéti, uma negrinha do interior do Rio Grande do Sul que é quase um gaúcho em negativo – ela é pobre e mulher –, oriunda de uma família desunida pela pobreza mas da qual ela própria acaba sendo o elo de ligação.

É com mão certeira que Fischer nos apresenta seus cinco principais personagens – o narrador, Janéti e os outros três negros –, fascinando o leitor com a prosa especial ao romance, com as reflexões do narrador sobre a vida em geral e com a condução da história. A força do narrador lembra Riobaldo, de Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa. Mas trata-se em Quatro negros de um Riobaldo às avessas, intelectualizado, mas que também, como seu primo cangaceiro, precisa procurar e reinventar os meios de contar uma história. Ao fim e ao cabo, o autor arremata uma história formidável, com cinco personagens profundamente interessantes e cativantes, por meio de uma alta reflexão